No Grunge Code

Tudo sobre o som de Seattle. Tudo sobre Pearl Jam, a trilha sonora da minha e de muitas vidas. Everybody loves us, everybody loves our town!

Tudo tem um início

Alternativo, sujo, sarcástico. Se podemos definir o grunge em três palavras, eu escolheria essas. “Isolados” das cenas musicais importantes no final dos anos 80 e início dos anos 90 nos Estados Unidos, o som de Seattle estava ansioso para ser ouvido, mas tudo tem seu tempo. Longe das competições entre as bandas da Califórnia e de Nova York, os desencanados músicos de Washington começaram seu próprio som.

Ouvindo Kiss, Pixies, The Melvins, Neil Young, dentro de suas casas todos os dias na cinza cidade de Seattle, um cenário alternativo não poderia demorar para aparecer em bares e pub’s da cidade, como o Off Ramp, uma espécie de CBGB da costa oeste dos Estados Unidos. Nomes como Chris Cornell, Stone Gossard, Jeff Ament  e Andy Wood, um vocalista extremamente carismático da banda Mother Love Bone, começaram a aparecer no pequeno circuito musical da cidade, tocando e atraindo cada vez mais atenção de bandas de outros estados, claro, por causa da qualidade da música que estava sendo feita, e também da camaradagem entre os músicos e do clima  de amizade e parceria que existia, onde normalmente os egos tendem a se exaltar e causar um certo drama entre artistas.

Mark Arm (Green River e Mudhoney) chegou a dizer que Seattle foi um exemplo perfeito de uma cidade secundária com uma cena musical ativa que foi completamente ignorada por uma mídia americana fixada em Los Angeles e Nova York. Com versos suaves e refrões pesados, guitarras com muita distorção, efeitos de fuzz e feedback, diferente de tudo que estava acontecendo, com bandas como o Nirvana, Alice In Chains e Pearl Jam (assunto que será abordado no próximo post) a coisa começou a tomar um rumo diferente e astronômico, contratos de gravadoras choviam em cima dessas bandas, promessas de fama e prêmios. Tais assuntos e coisas como prêmios e fama fugiam do que o grunge queria trazer, que era um total desprendimento a recompensas por se fazer música, então, que decisão tomar? Entrar para o sistema e sua banda ser divulgada, ou continuar num certo anonimato?

A resposta que as bandas de Seattle tiveram foi a intercessão dessas duas coisas, assinar um contrato com uma grande gravadora, mas não deixar que o monopólio da indústria cultural avançasse para cima da arte em forma de música que Kurt Cobain e Eddie Vedder tanto lutaram para conseguir.

Com essas bandas com turnês, shows marcados, contratos assinados, o grunge tomava uma nova forma, movimentando a indústria musical, pessoas em cada canto dos Estados Unidos começavam a ouvir àquela mescla de sons, impressionadas por algo diferente que aparecia nos seus ouvidos depois de muito tempo. Já não era apenas mais um subgênero do rock alternativo, o grunge tinha virado um movimento, uma moda, com seus coturnos pretos e camisas xadrez surradas, o jovem que ouvia esse som conseguia finalmente se identificar com algo parecido com uma contrarreforma musical americana.

 

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Publicado às 5 de setembro de 2014 por em grunge e marcado , , , , , , , , .

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